Legião marcou uma época incrível da minha vida; Infelizmente, Renato Russo já tinha partido e a banda não existia mais mas sua música foi tão contagiante, que na escola Legião era febre! Era como se fosse a banda mais top do momento. Acho que participei da última geração que sabia dar valor ao rock nacional, a geração coca-cola e tenho muito orgulho disso. Hoje em dia as crianças e adolescentes só tem olhos e ouvidos pro que é internacional ou pior: ouvem funk.
Lembro de cantar e ver meus amigos cantarem com toda força ‘Será’, como se aquilo fosse um hino: “Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação? Serão noites inteiras, talvez por medo da escuridão! Ficaremos acordados imaginando alguma solução, pra que esse nosso egoísmo não destrua nossos corações!”
Nós tínhamos uma imensa vontade de ser como aqueles caras. Não só como o Legião, mas digo, como a geração passada, afinal, nossos pais eram nossos espelhos.
Quando ouço isso, sinto o orgulho explodir no peito. Um orgulho bom, difícil de explicar. Acho que é orgulho de fazer parte da última geração abrasileirada que existiu.