Adeus ano velho, feliz ano novo…
e mais uma vez o ano se encerra e lá vem as lindas reflexões, os pedidos de paz, os bons sentimentos temporários e aquela clichêzada de todo santo final de ano.
Li muito ‘2013 nos oferece 365 novas oportunidades’, o que é uma super verdade mas que lá no fundo, todo mundo sabe que vai ser a mesma coisa.
Começamos com as promessas que nunca cumprimos: dieta, exercícios, ter mais paciência no trânsito, andar mais a pé, reclamar menos, sorrir mais. Tá, talvez isso realmente aconteça nas primeiras semanas, sendo bem otimista, até o primeiro mês e depois esquecemos e lá se vai nossa vida cair na mesmice de sempre.
Será que já paramos pra pensar que toda vez que prometemos algo pra nós mesmo, isso implica em uma mudança em nossas vidas? Tenho a impressão que na maior parte do tempo, prometemos algo que ‘supostamente’ será bom pra nós mesmos mas que não queremos de verdade.
Prometemos que vamos fazer dieta mas não queremos deixar de comer aquele bolo de chocolate, muito menos não comer aquele pavê que a vó fez. Imagina, seria um grande desaforo! Prometemos fazer mais exercícios mas não queremos sentir a dor do alongamento. As promessas de paz então… queremos muito mesmo a paz mundial mas impossível controlar a raiva quando aquele ‘barbeiro’ fecha nosso carro em plena marginal!
Penso que dessa vez pode ser diferente. Que tal não começar o ano novo cheio de ‘promessas’ e sim com uma análise? O que foi bom em 2012? O que foi ruim? Tem algo que você queira e principalmente esteja DISPOSTO a mudar? Promessas, com todo respeito, são só promessas. Eu imagino quantas milhões de promessas são feitas nessa época do ano e que nunca foram cumpridas. A começar pelas minhas.
Espero que toda vez que tivermos uma nova oportunidade, seja em um ano novo, seja um qualquer época, nasça primeiro a vontade e a disposição pra aceitar e entender que a vida é feita de mudanças e que a evolução do ser humano só começa quando aprendemos a viver com aquilo que nos desafia e nos tira do nosso conforto.